28 de Setembro de 2010

Planos

...aproxima-se a hora da indefinição...e as questões surgem em catadupa...o que farei este ano que vem? pior...o que farei assim que terminar o que ainda estou a fazer? será que largo tudo e vou de viagem uns dias? será que enterro logo a cabeça noutro projecto?? será que o meu cérebro ainda vai trabalhar quando tudo isto terminar??

as dúvidas são carruagens de uma comboio desgovernado que anda fora da linha e que é puxado por uma locomotiva chamada expectativa...o que é, já dizia o Fócrates, uma grande Soda...porque por mais que se metam pinheiros à frente do comboio, o sacana não pára...e isto tudo porque o maquinista (AKA a voz da razão e da consciência), não dorme nem um bocadinho...é prego a fundo e siga que prá frente é que é caminho...

Este fim de semana fui a um local que me é especial...Aljubarrota...dizer um semi-Adeus a pessoas que não me são, de todo, indiferentes (se estavam à espera de elogios, podem esquecer..não faço disso)...e o som daquelas músicas, cantadas por vozes convictas de entrega, gelaram-me o sangue, arrefeceram-me as costas e acabaram por me provocar um arrepio que me aqueceu por dentro...lá está ela...a mal afamada saudade...o desejo escondido de não deixar o autocarro ir...de correr atrás dele...ao invés de ficar a tirar uma fotografia que só trás nostalgia...

mas, como tudo, a percepção desse término, teve repercussões...no final desse encontro em Aljubarrota, trouxe uma rifas para vender...(fui obrigado)...rifas essas que, após uma pequena chantagem para eu ir beber café, acabei por impingir aos meus amigos...(ainda tenho um bloco)...e com essa venda...sinto que fiz parte de um projecto que, teoricamente, já não é meu...mas que me "acolheu" nele..

Isto tudo par dizer..o meu sentimento de conquista está de volta...aquele sentimento que aperta o casaco bem apertadinho e sai para o meio do temporal...que descobre, arrisca, cria, não relaxa por ócio mas por cansaço e amizade, que quer partir com a condição de levar o mundo atrás...que quer estar constantemente com os amigos, que mete os irmãos e os pais num pedestal...

é uma velha forma de estar...uma que sempre adorei...mas que a rotina sempre teimou em aprisionar...contudo, ontem à noite, em mais um jantar de manos (fenomenal, uma vez mais)...apercebi-me que estava de volta...

por quanto tempo?
2 dias? 15? 6 meses?? Não faço nem puta ideia...mas uma coisa posso garantir...o meu trabalho está a terminar...e não tenho planos feitos para o ano que aí vem...nem de trabalho, nem de escola, nem de projectos pessoais...a verdade é que a minha história futura não me pertence..........ainda......mas vai pertencer =) e não estou com o mínimo medo do que aí vem...simplesmente que venha, darei o que puder e conseguir a cada passo novo..

3 chapadas e beijinhos:

Fran disse...

=)

lado a lado....

Alx disse...

então?

Andreiita disse...

Lembras-te uma musica...

"Trazes a vida nos braços
Pousas o mundo no chão
Largue os medos na estrada
E desmontas cada peça
De que é feito o coração

Deixas lá fora o cansaço
Desarmas a solidão
Brindas sonhos ao relento
Como quem junta os pedaços
Entre a loucura e a razão

Faz parte ser um pouco perdido
Faz parte começar outra vez
Faz parte ir atrás dos sentidos
E voar a sentir o mundo na ponta dos pés

(...)
Trazes o tempo desfeito
No que procuras em ti
Se olhares no fundo do peito
Saberás quem és
Mesmo até ao fim"

Fez lembrar-me quem és * talvez... :)