10 de Maio de 2011

Importância relativa

..por vezes não damos a devida importância às coisas...elas são para nós meros objectos ou acções que nos satisfazem no imediato e que em nada mais nos preenchem...outras vezes contudo, acabamos por dar importância a mais, atribuindo toda uma amplitude hercúlea as coisas...e por mais que pensemos...por mais que puxemos pela cabeça...achamos sempre que estamos a falhar...que deveria haver um meio termo...mas a verdade é que, por mais que se transpareça um meio termo, interiormente, nunca é o que se sente...pelo menos nas coisas que importam...

dei por mim a não dar a devida atenção...e agora dou por mim a reparar que começo a depender demais...e isso não me agrada... isso torna-me vulnerável...isso faz-me sentir menos imponente dentro da minha prepotência regicída...o que não me deixa seguro...de mim...e é isso que me inerva...

ok...não é pelo menosprezar as coisas e acções que somos melhores e mais fortes..."check"...mas também não é por dar toda a atenção que somos melhores...ora...aí está uma rica merda..é necessário encontrar o meio termo...mas o meio termo é toda uma outra merda de um outro animal, que toda a gente come e não sabe donde vem...mastiga-se e diz-de "era disto que eu precisava, de um meio termo", mas chega-se ao ponto em que se olha pa dentro e a merda que se comeu na realidade não soube a nada, porque o meio termo que se vive não é o meio termo que se quer viver...ninguém pede um chocolate quente morno...nem um gelado morno...porquê? simples..porque o expoente máximo das sensações não é homeotérmico...é frio ou quente!!!!

odeio o morno, o politicamente correcto e o socialmente expectável...
assumo...

gosto de um nível mínimo de risco e de um nível mínimo de recompensa...
assumo...

sou uma besta que faz questão de deixar claro o que quer/gosta e o que não quer/não gosta...
assumo...

e qual é o mal?

tratem-me da mesma maneira que a coisa correm bem...tratem-me com alíneas e eu poderei vir a achar que estou a dar atenção a mais...

1 chapadas e beijinhos:

estórias disse...

a questão é...mas afinal o que é que tu queres? Nós somos bons quando damos e sentimos o que damos como genuíno e não forçado. E só isso é que interessa. Não consigo conceber um mundo em que nos sentimos mal e presos a algo que nos faz bem e nos faz sentir, como tu dizes, "dependentes". Não é uma dependência má. Não nos causa transtorno comportamental, não deixamos de ser donos de nós por causa das coisas que gostamos e que nos faz darmos mais por elas.
Vulnerável? Sentes-te vulnerável ao dar de ti, ao sentires que te sentes próximo de algo? Estamos cá para os outros. E só isso faz sentido. Os momentos só nossos serão sempre importantes e necessários, mas que nunca os outros nos possam deixar vulneráveis. Isso não pode ser assim, não concordo que olhes para isso dessa forma... Será que me faço entender? Dares mais de ti e estares mais dependente de algo que faz também parte de ti, torna-te mais forte e não menos imponente.