O Coração e a Garrafa, de Oliver Jeffers
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...enviaram-me este video e perguntaram-me o que achava dele...dizendo que "tinham de me enviar isto, que era a minha cara"....essa análise torna-se reconfortante...mas em última análise, assustadora...
...a paixão inicial pelas coisas...a constante admiração com o novo e com o velho...é um estado difícil de gerir...mas fenomenal de ser vivido...contudo, a simples ideia de ocupar uma "cadeira"...quer pela ideia de conforto e estagnação que ela pode dar, quer pela ideia de ocupar o que é nosso... sobreleva-nos a responsabilidade...e a dúvida dá lugar ao medo de falhar, acabando por aumentar o nosso calculismo...fazendo-nos antecipar tudo...passando a interligar tudo o que é novo com um sentido: ser seguro...viver seguro...usar o conhecimento adquirido antes para viver o presente...mas, invariavelmente, com tanta defesa, esse presente só pode ser morno...pois falta a aventura...falta a energia que vem do medo e da vontade de conhecer o desconhecido...ao invés do medo que provém do que já conhecemos e que nos leva a tentar antecipá-lo...
Por fim...pela minha interpretação...a senhora (ex-menina)...acaba por ter aquilo que toda a gente, a determinada altura, acaba por ter...uma revelação: há coisas que não valem a pena...porque o preço de nos protegermos a nós, impede os outros de chegar a nós...impede-nos de nos darmos aos outros...cria um coração pesado pela tristeza de quem podia dar mais...cria um corpo mais velho pelo sentimento do "agora já não posso fazer...já é tarde...deixei passar a minha oportunidade"...a menos que...o façamos, vivamos, nos transcendamos, através de alguém que ainda não colocou o seu coração numa garrafa...que seja ingénuo o suficiente para não pensar na responsabilidade ou nas coisas menos boas que podem acontecer...
...mas na realidade...os ingénuos somos todos nós...que agarramos nas coisas simples e as olha com a visão distorcida de quem vê através do vidro...de uma garrafa...
...finalmente...e após vermos os outros...os "ingénuos sapientes"...não temos medo de ocupar os nossos espaços...de firmar as nossas loucuras....porque já não consideramos um lugar numa poltrona como algo que substancialmente importante...em vez disso, consideramos que só merecemos a poltrona, se levarmos a loucura da audácia connosco...e a essa loucura, eu chamo duas coisas: "viver nu à chuva com um sorriso na cara"...e "Sonho"...porque viver sem sonhar...e sem cativar uma sede constante de conhecimento e simplicidade...é continuar a viver numa garrafa...
3 chapadas e beijinhos:
história bonita... mas com vários significados... por vezes as pessoas têm dificuldade em se valorizar, em perceber que de facto merecem os louros... inicialmente não percebi o sgnificado da cadeira, mas acho que concordo com a tua visão, ou a que é verdadeira. se bem que achei que significava o desconhcido, mas depois pensei que não tinha muito sentido, visto que ela s interessava por tudo.. já o coração na garrafa, bem, nisso vou pensar depois :)
=)
entretanto tenho andado a pensar na cadeira...dá pano pra mangas...
Exijo um meeting para dissertar sobre 'cadeiras' com jeito... sem meias conversas, confusão da rua, pouca rede, talheres a mexer... whatever!!! (:
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